A loucura da Cruz

 

A loucura da Cruz

A cruz é o mais conhecido símbolo religioso do cristianismo.

É a representação do instrumento da crucificação de Jesus Cristo.

Sua forma mais simples é através do cruzamento de duas linhas em ângulos retos.

A cruz é um dos símbolos humanos mais antigos e é usada por diversas religiões, principalmente a católica.

Na Roma Antiga, antes mesmo da morte de Jesus, uma cruz era usada para atar ou pregar condenados à morte por crucificação, fazendo-os padecer terrivelmente. Era um símbolo de crimes vergonhosos e impotência diante do irresistível império romano.

Porém, ela, também, tem uma mensagem de revelação de Deus centrada na obra de Cristo.

Vamos ler na palavra de Deus: 1 Coríntios 1:18

“Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, ela é poder de Deus.”

 Introdução

Aqueles que estão sem Cristo olham para o Evangelho como uma absoluta tolice. Uma loucura.

Do ponto de vista humano, o fato de Deus ter se tornado homem e ter que se sujeitar à morte pela redenção da humanidade é ridículo.

Afinal, pode um Deus se render ao julgamento e poder do homem sendo maltratado e envergonhado para salvar a humanidade? Salvar? A vergonha da cruz revelando o poder de Deus para os salvos? Vergonha sendo poder?

São perguntas que somente a Palavra de Deus pode nos responder.

Vamos dividir em cinco pontos para facilitar nosso entendimento:

1.     O Maldito de Deus

A cruz, sem dúvida, foi o instrumento de execução mais cruel utilizado pelo homem de forma legalizada. Estudiosos concordam que a execução por crucificação era a mais vergonhosa e terrível que alguém poderia ser submetido. Eram condenados à morte de cruz os escravos e os piores criminosos da época, principalmente aqueles que eram culpados de incitar a revolta contra o Estado. O corpo do condenado era pendurado sobre um madeiro (uma árvore ou estaca) para servir de advertência às pessoas. Esse ato era considerado extremamente vergonhoso e identificado como uma marca de maldição.

Por isto é dito que aquele que for pendurado no madeiro é maldito de Deus, conforme está no livro de Deuteronômio 21:22-23

“Se alguém tiver cometido um pecado que é passível da pena de morte, e tiver sido morto, e vocês o pendurarem num madeiro, o seu cadáver não deve permanecer no madeiro durante a noite. É preciso sepultá-lo no mesmo dia, pois o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus. Assim vocês não contaminarão a terra que o Senhor, seu Deus, lhes dá por herança.”

Além disso tudo, a cruz de Cristo parecia tolice tanto para os judeus, que esperavam um “poderoso” Messias, quanto para os gregos, que valorizavam muito a sabedoria humana. Para os judeus, a cruz parecia ser fraqueza, não força. Para os gregos, a cruz parecia tolice, não sabedoria.

Porém, temos aqui um Deus, o criador, tomando a forma de homem, a criatura, para ser julgado por sua criação, o homem. Sendo humilhado a ponto de ser chamado maldito.

Como, então, crer que a palavra da cruz é poder de Deus para os que são salvos? Essa palavra não é loucura? Podemos começar a ter a revelação do propósito de Deus em 1 Coríntios 1:24,25

“Mas, para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte do que a força humana. ”

2.    A Loucura de Deus

Para aqueles que se orgulham de sua própria sabedoria, a cruz parece ser tolice, loucura. Por que Deus enviou seu Filho para morrer na cruz? Pelos padrões da sabedoria humana, não faz sentido!

Mas, a sabedoria humana, por mais atraente que possa parecer, não tem poder salvador. Por mais inteligentes que sejam, pessoas que dependem apenas da sabedoria humana estão perecendo.

São como pessoas cujo navio afundou no meio de um grande oceano. Mesmo que possuam habilidades olímpicas de natação, essas pessoas não teriam esperança de chegar à costa por conta própria. Eles precisam de um barco salva-vidas ou, melhor ainda, de um navio para salvá-los.

Então, podemos começar a entender essa “loucura” de Deus ao ler em: 1 Coríntios 2:14

“Ora, a pessoa natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura. E ela não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. ”

Somente através da revelação do Espírito Santo podemos entender a boa notícia da maldição da cruz.

Mesmo assim, para muitos, a morte de Cristo não é uma boa notícia. É uma evidência clara de que eles também devem morrer para os falsos prazeres do mundo.

Como cumprir a lei? Como fazer o que não quero e deixar de fazer o quero? Como não pecar?

Isso os lembra que eles não podem evitar o castigo de Deus por suas más ações. Sendo assim, fica claro que eles não querem que ninguém lhes conte sobre a morte de Cristo. Parece tolice mencionar um assunto tão vergonhoso.

Deus tem uma boa notícia:

A boa notícia é que Cristo se fez maldição por nós ao morrer na cruz no nosso lugar. Desse modo, Cristo nos libertou das exigências da Lei. Vamos ler na Palavra de Deus em Gálatas 3:13,14.

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar — porque está escrito: “Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro” —, para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Cristo Jesus, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido. ”

A Lei trazia uma maldição (para aqueles que não a cumpriam por completo, ou seja, para todos, porque ninguém era capaz de cumpri-la plenamente) da qual Cristo nos libertou ao se tornar Ele mesmo maldição por nós.

3.    O poder de Deus

Então, já sabemos que a cruz não é uma loucura e nem somente um fato histórico. Existe uma mensagem que sai da cruz de Cristo, e é a essa mensagem que nós precisamos entender.

Aqueles que estão sendo salvos reconheceram sua impotência e o poder de Deus. Eles entendem que não podem derrotar o pecado que ameaça dominar suas vidas e, portanto, aprenderam a confiar na graça de Deus.

Essa graça foi manifestada mais plenamente na cruz de Cristo, onde Cristo não apenas orou para que Deus perdoasse aqueles que o crucificaram, mas também abriu a porta ao perdão para todos que cressem nele.

Assim, a cruz, que parece tolice para os que estão mergulhados na sabedoria humana, é realmente o instrumento de salvação para aqueles que estão sendo salvos.

Ela é o meio de Deus para atingir o seu Propósito Eterno de ter uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus.

Vamos entender em Romanos 8:28-29

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. ”

Ele quer que seu Filho tenha a primazia em todas as coisas. Em tudo e em todos. Quer dizer, o objetivo de Deus e seu meio, seu único meio de atingi-lo, é Jesus Cristo crucificado, ou seja, a cruz.

A cruz, então, é fundamental e central na Bíblia, sendo também vital e essencial para nossas vidas.

Começamos a entender mais em 1 Coríntios 15:2-4

“Por meio dele vocês também são salvos, se retiverem a palavra assim tal como a preguei a vocês, a menos que tenham crido em vão. Antes de tudo, entreguei a vocês o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.”

4.    Vivo em Cristo

Se você foi sepultado com Cristo, agora é ressurreto com Cristo. Por isso, você pode andar em novidade de vida.

Pela morte de Cristo, você morreu para o pecado, e pela ressurreição de Cristo, você está vivo para Deus. Você sabia disso?

Em outras palavras, o Espírito Santo irá te levar de volta à cruz.

Nós talvez tentaremos libertar nós mesmos do poder do pecado, da mesma maneira como antes tentamos livrar-nos de cometer vários pecados. Não podemos fazer isso. É a cruz que faz.

Lá na cruz, o nosso Senhor Jesus morreu, não apenas como nosso substituto, mas como nosso representante. Ele não só morreu por nós, mas Ele morreu como sendo nós. Ele não apenas levou nossos pecados, ele levou a nós. Ele tomou você e eu - o velho homem - Ele tomou todos nós em si mesmo. O velho homem está morto. Eu e você morremos nEle.

O poder de Deus então começa a se tomar uma realidade em sua vida e você é liberto do pecado. É a cruz. Assim precisamos continuar estando firmados na cruz. Fazendo isso, descobriremos que o pecado não mais tem poder sobre nós. Não estamos debaixo do pecado, mas debaixo da graça de Deus.

5.     Nova vida

Entendendo o significado da cruz, podemos compartilhar com Paulo quando escreve em: Gálatas 6:14

“Mas longe de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu estou crucificado para o mundo.”

O novo homem está crucificado para o mundo pois o velho homem morreu em Cristo.

Perdemos o encanto pelo mundo, e o mundo perdeu o encanto por nós. Vivemos no mundo, mas o mundo não vive mais em nós.

A vida anterior terminou para que a vida presente pudesse começar. A borboleta nem sempre era borboleta. Começou como lagarta, arrastando-se sempre pelo chão, mas quando terminou a sua vida de lagarta, não era para morrer, para que ela pudesse provar uma vida nova, voando nos ares do céu.

Para o homem que está crucificado com Jesus Cristo, o mundo foi crucificado para ele, e ele para o mundo. A partir de agora, deve ser uma nova vida. O homem deve nascer de novo, ou não é um filho de Deus.

A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (João 3:3)

O nascido de novo tem a vida de Cristo, está em sintonia com os ensinamentos de Cristo, através do poder do Espírito Santo. Sem a cruz, não há novo nascimento.

“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.” (1 Coríntios 1:18).

A boa nova do Evangelho é que meu “EU” morreu crucificado com Cristo e nasce uma “nova” vida através da Sua ressurreição.

Uma nova vida com novos motivos, novos propósitos, nova conduta, novo espírito; e é uma vida, de fé. Fé centrada em Cristo, tendo Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador.

Conclusão

O propósito eterno de Deus é que Seu Filho tenha a primazia em todas as coisas. Seu eterno propósito é reunir todas as coisas em Jesus Cristo. Seu eterno propósito é que Cristo seja tudo em todos. Ter uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus. Esse é o eterno propósito de Deus.

Mas, como esse eterno propósito pode ser realizado? Ele só pode ser realizado através da cruz. A cruz é o único meio para realizar o propósito eterno de Deus. Isso acontece através do trabalho da cruz de nosso Senhor Jesus.

Também, do nosso tomar a cruz e segui-Lo. Assim, será retirado tudo o que não é de Cristo. Cristo se torna tudo em todos depois que a cruz faz o seu trabalho.

Portanto, é essencial que os cristãos testemunhem sobre a cruz de Cristo.

É claro que muitas pessoas irão considerar essa mensagem tola. Mas algumas pessoas vão crer. E, por meio dessa mensagem, Deus as salvará.

Você já está salvo? Já vive uma nova vida?


Luis André Rocha (discípulo de Jesus).


Carregar a Cruz

 

Carregar a Cruz

Acredito que todas ou a maioria das pessoas já ouviram a frase que cada um deve carregar a sua cruz.

Mas, da onde vem isso e por que é tão importante falarmos da Cruz?

Há um relato que está no livro de Mateus nos dá essa direção:

"Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia. E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens. Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma? Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras." (Mateus 16: 21-27)

Algo que aprendemos com o Senhor Jesus é que ele nunca adoçou e nem minimizou a mensagem da Cruz.

Bom...antes de escutarem sobre a palavra da cruz, os discípulos já haviam caminhado durante um bom tempo com o Senhor e viram Ele pregar, curar, expulsar demônios e fazer todo o tipo de milagres.

Ele havia ministrado na Galileia por um tempo e depois decidiu ir para o norte, para as aldeias ao redor da cidade de Cesareia de Filipe.

Enquanto eles estavam lá, Jesus perguntou a seus discípulos quem as pessoas estavam dizendo que ele era. Suas respostas variaram - João Batista retornou, Elias, Jeremias ou um dos outros profetas que voltou à vida.

Então Jesus lhes disse diretamente: "Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou?" (Mateus 16:15).

Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mateus 16:16).

Pedro era um abençoado porque o Pai havia revelado essa verdade a ele, e Jesus prometeu edificar sua igreja sobre essa verdade e dará a Pedro as chaves do reino.

A partir daí, Jesus iniciou uma conversa muito desconfortável, mas muito necessária. Ele começou a ensinar-lhes que deveria ir a Jerusalém e sofreria muitas coisas e que seria morto. Mas, no terceiro dia seria ressuscitado.

E Pedro não gostou a ponto de dizer: "Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá." (Mateus 16:22)

Há pouco, o Pai havia revelado Cristo, seu filho aos discípulos. Agora, Cristo revela a igreja, que seria edificada pela obra da cruz. Daquele momento em diante, o Senhor passava a revelar a seus discípulos a cruz e Pedro, o mesmo que havia sido abençoado pela revelação, acabara de reprovar a obra da cruz.

Entenda, Quando Pedro confessou o Senhor como Cristo, ele ainda era influenciado pelos conceitos antigos do povo judeu. Para eles o Cristo sempre seria o Messias glorioso que iria libertá-los do jugo dos Romanos.

Um Cristo sem cruz, porque, para eles, essas duas coisas – Cristo e cruz – não combinam.

A intenção de Pedro era boa, ele queria ser bondoso para com o seu Mestre, mas o Senhor o repreendeu pois eles até tinham razão quando entenderam que Cristo significa glória, poder e reino.

Porém, jamais podemos separar Cristo da cruz.

Pedro até tentou fazê-lo, porque ele desejava um Messias glorioso sem a cruz.

Mas, o caminho de Deus é a cruz, não apenas para nos salvar do pecado, mas também para nos salvar de nós mesmos. O “eu” de Pedro se tornou a pedra de tropeço em relação à vontade de Deus. A salvação depende da obra da cruz. A cruz não lida apenas com o nosso pecado, mas também com o nosso “eu”.

A pedra de tropeço deve ser removida para que a vontade de Deus prevaleça.

Jesus havia mostrado a seus discípulos como deveriam fazer: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. (Mateus 16:24)

A menos que estejamos dispostos a negar a nós mesmos, não podemos seguir a Jesus.

Em outras palavras, Jesus Cristo deve ser o máximo para nós. O centro de nossa vida. Aqueles que o seguiriam devem estar dispostos a desistir de suas vidas por ele. Não se engane: Jesus pede nossa total lealdade, nossa lealdade absoluta.

E, chegou um dia em que Pedro tomou a sua cruz e seguiu o Senhor, não era mais Pedro, mas era Cristo vivendo em Pedro e Cristo foi capaz de cumprir nele tudo de acordo com a vontade do Pai.

A cruz sempre significa o caminho da salvação pois por causa do pecado, estamos separados de Deus e nunca poderíamos fazer o suficiente para consertar as coisas. Mas Deus nos ama de tal maneira que ele enviou Jesus, seu Filho unigênito, como o Messias prometido.

E, por obedecer ao Pai, Jesus morreu na cruz, mostrando-nos, pela obediência, como viver em um relacionamento correto com Deus.

Ao morrer, ele Se ofereceu como o sacrifício perfeito por nossos pecados, e venceu o pecado, Satanás e a morte.

Ele se levantou vitorioso e justificado, prometendo que, porque Ele vive, aqueles que confiam nele também viverão. Sua morte e ressurreição tornaram possível que sejamos perdoados e tenhamos um relacionamento correto com Deus.

Para experimentar esse relacionamento correto, precisamos nos arrepender e confiar totalmente nele.

“Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (1 Coríntios 1:18)

Crê nessa palavra?

Você já entregou a sua vida para o Senhor Jesus?

Que a graça do Senhor Jesus esteja em sua vida.

Luis André Rocha (discípulo e Jesus)


Venha e veja; Vá e conte!

 

Venha e veja; Vá e conte!

Vamos falar um pouco sobre a ressurreição de Cristo. Como foi e o que significa para todos nós.

Acompanhe, por favor, o que diz na bíblia:

Ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela.
O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve.
E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos.
Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia. Ide, pois, depressa e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis. É como vos digo!
E, retirando-se elas apressadamente do sepulcro, tomadas de medo e grande alegria, correram a anunciá-lo aos discípulos.
E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram.
Então, Jesus lhes disse: Não temais! Ide avisar a meus irmãos que se dirijam à Galileia e lá me verão. (Mateus 28: 1-10)
Vamos entender:

Elas não estavam indo para ver se Ele havia ressuscitado – mesmo que ele tivesse dito que ressuscitaria.

Não, “Maria Madalena e a outra Maria”, como Mateus as identifica, estavam vindo “para ver a tumba”.

Marcos e Lucas nos contam em seus relatos do Evangelho que as duas Marias estavam indo para certificar-se que Jesus recebera um enterro adequado e decente. Elas sabiam que José de Arimatéia havia pedido seu corpo a Pilatos para sepultá-lo em sua tumba (Mateus 27:60). Mas elas não sabiam se ele tivera tempo para preparar o corpo adequadamente, ungindo-o com óleos perfumados e borrifando temperos nele para mascarar o cheiro de “morto”.

Também, saibamos que nenhum dos doze discípulos estava na cruz quando Ele estava sendo crucificado – exceto, talvez, João (João 19: 26-27)

Mas Mateus nos diz que muitas mulheres haviam seguido Jesus da Galiléia e estavam assistindo de longe, mas estavam lá.

“Maria Madalena e a outra Maria” estavam entre elas (Mateus 27: 55-56). E elas o viram morrer. Essas mulheres não apenas assistiram Jesus morrer na cruz mas, também,  viram quando o seu corpo foi retirado de lá. E quando José enterrou Jesus, essas duas mulheres estavam ali “sentadas em frente ao túmulo”, assistindo tudo o que passava. (Mateus 27: 57-61).

No domingo, essas mulheres foram ao sepulcro. E o que elas encontraram foi a última coisa que esperavam no mundo! Quando chegaram ao túmulo, houve um grande terremoto. Um anjo do Senhor, cuja aparência era tão brilhante quanto um raio e suas roupas brancas como a neve, desceu do céu e rolou a pedra de volta da entrada e sentou-se em cima dela.

As mulheres também estavam aterrorizadas. Mas o anjo falou com elas e disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia. (Mateus 28: 5-6).

Você pode imaginar como deve ter sido para elas? Você pode imaginar naquela manhã, no terceiro dia após vê-lo morrer em primeira mão na cruz, ouvindo o anjo dizer: “Ele ressuscitou, como disse. Venha, veja o lugar onde o Senhor jazia ”?

Mas o anjo não parou por aí. Ele continuou dizendo a elas: “ide, pois, depressa e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis.” (Mateus 28: 7).

E foram embora deixaram a tumba com uma estranha mistura de medo e grande alegria e correram para contar as novidades a Seus discípulos.

E enquanto eles estavam indo, de repente, Jesus os encontrou na estrada e os cumprimentou. E então lhes disse: Não temais! Ide avisar a meus irmãos que se dirijam à Galileia e lá me verão. (Mateus 28:10).

Venha e veja; Vá e conte!.

Quando as mulheres experimentaram a realidade da ressurreição de Jesus, tiveram que contar aos outros sobre isso!

Elas viram que Ele não estava mais no túmulo. Mas não foi apenas a tumba vazia que os convenceu. Afinal, o túmulo vazio poderia ser explicado de várias maneiras. Mateus continua nos dizendo que os líderes judeus pagaram esses soldados romanos para contar a história de que adormeceram e enquanto dormiam, os discípulos de Jesus vieram e roubaram Seu corpo para que pudessem afirmar que ele havia ressuscitado (Mateus 28: 11-15).

Mas foi tão obviamente um anjo do Senhor do céu que os convidou a vir e ver onde o corpo de Jesus estava deitado. E isso as convenceu. Elas correram para contar aos discípulos. E como se a declaração do anjo não fosse suficiente, elas realmente encontraram o próprio Jesus ressuscitado na estrada, e Ele lhes disse para irem contar para eles.

Assim essas mulheres, uma vez que experimentamos essa incrível realidade da ressurreição de Jesus, somos ordenados e compelidos a contar aos outros sobre Ele! Como não podemos?

Essa é uma boa notícia que todos precisam ouvir. Jesus que foi crucificado ressuscitou dos mortos. E porque Ele ressuscitou, podemos ter a vida eterna e o perdão dos nossos pecados.

Quero dizer, pense sobre a importância disso.

Jesus ressuscitou dos mortos!

 Pessoas mortas simplesmente não se levantam, andam e vivem. Mas Jesus o fez. Ele se levantou para nunca mais morrer. E Ele fez isso para que pudéssemos ter vida eterna com Ele. Como não podemos contar aos outros sobre ele?

Talvez você nunca tenha experimentado essa realidade. Talvez você nunca tenha confiado em Jesus como seu Senhor.

É simplesmente uma questão de reconhecer nossa necessidade, confessar e abandonar nossos pecados a Jesus Cristo, depositar nossa confiança nEle com base em quem Ele é e no que Ele fez, e entregar nossas vidas a Ele como nosso Senhor.

Veja, quando experimentamos a realidade da ressurreição de Jesus Cristo, é uma experiência de mudança de vida.

Quando provamos a esperança da ressurreição, sabendo que um dia seremos ressuscitados também, nunca mais seremos os mesmos.

A palavra de Deus é clara:

Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação.  (Romanos 10:9-10)

Você pode confessar que Jesus é o Senhor e que Deus o ressuscitou dentre os mortos?

Confesse com tua boca para a salvação.


Luis André Rocha (discípulo de Jesus)



Filho pródigo ou Pai amoroso?

 

Filho pródigo ou Pai amoroso?

O Senhor Jesus pregava através de parábolas pois elas ocultam o ensino aos indiferentes e o ilustra aos que desejam aprender.

Uma delas é a conhecida parábola do filho pródigo (esse título não consta no texto original).

Ela, a parábola, fala da salvação dos perdidos.

O próprio Senhor Jesus nos contou essa parábola assim:

Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres.

Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.

Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos.

Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada.

Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!

Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores.

E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.

E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.

O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.

Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo.

E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde.

Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado.

Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.

Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.’ (Lucas 15:11-32)

Vamos entender a parábola:

O pai representa Deus e os dois filhos são pecadores que carecem de sua graça salvadora.

O pródigo é o pecador rebelde que se arrepende.

O filho mais velho é o pecador que se acha digno de conduta irreparável.

O pai era homem rico o que indica que os dois não tinham necessidade.

Quando o mais novo pediu a sua parte da herança, algo imerecido pois a herança deveria ser dada após a morte do pai, o pai, por amor, dá aos dois a parte de cada um.

O mais novo quis gozar os bens longe do pai e gastou tudo, livremente, em prazeres vinculados ao pecado.

Perdeu tudo.

E a miséria foi tão grande que chegou a ponto de tornar-se um excluído da sociedade.

A crise nos faz avaliar a nossa situação.

Aí, ele lembrou do pai.

Voltou arrependido, reconhecendo o seu pecado em busca de perdão.

O pai de longe o avistou. Mandou trocar a sua roupa e fez uma festa.

Assim Deus recebe ao perdido. Há uma festa no céu.

É a proclamação de um evangelho que convida o pródigo a voltar.

E o filho mais velho?

Ficou indignado com a festa a ponto de não querer participar dela. Consumido com uma raiva ciumenta.

O pai o lembrou que ele sempre estava junto e que podia pegar o que quisesse e o que o irmão, que estava perdido, retornou.

Mas, O orgulho o havia cegado, mantendo distância do Pai, mesmo estando tão próximo.

É como, por exemplo, o sujeito que vai todo o domingo a igreja. É até amigo do padre ou pastor. Se considera irrepreensível, não preciso de nada.

No modo de pensar deles, Deus não é justo, pois eles O serviram fielmente, sem nunca transgredirem Seus mandamentos e, no entanto, nunca foram devidamente recompensados por tudo isso.

Não há reconhecimento dos pecados de orgulho, presunção e soberba. São autossuficientes.

Não há arrependimento.

Mas, a Palavra de Deus é clara:

Todos pecaram e carecem da glória de Deus sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.” (Romanos 3:23-24)

E graça é favor imerecido

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.” (Efésios 2:8)

Por que arrependimento?

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eternal em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6:23)

Podemos nos identificar com os dois filhos quando entendemos que o Evangelho é: Uma boa notícia que fala do Deus que se interessa pelas pessoas que não têm um só interesse por Ele.

Mesmo assim, Ele mostra o Seu amor buscando o que não O busca a ponto de assumir o preço do pecado dando a absolvição.

O Evangelho revela Deus buscando e salvando, graciosamente, todos os rebelados transformando em Seus filhos, sem qualquer contrapartida.

"Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo." (Rm 10:9)

A graça é favor imerecido a todos.

Em qual dos filhos você se encontra?


Luis André Rocha (discípulo de Jesus)